CEBs

"GENTE SIMPLES
FAZENDO COISAS PEQUENAS,
EM LUGARES POUCO IMPORTANTES,
CONSEGUEM COISAS EXTRAORDINÁRIAS". Provérbio Africano

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

RUMO AO 13 INTERECLESIAL DAS CEB's - BIOGRAFIA DO PADRE CÍCERO


Cícero Romão Batista (Crato, 24 de março de 1844 — Juazeiro do Norte, 20 de julho de 1934) foi um sacerdote católico brasileiro. Na devoção popular, é conhecido como Padre Cícero ou Padim Ciço. Carismático, obteve grande prestígio e influência sobre a vida social, política e religiosa do Ceará bem como do Nordeste.
Em março de 2001, foi escolhido "O Cearense do Século" em votação promovida pela TV Verdes Mares em parceria com a Rede Globo de televisão.
Em julho de 2012, foi eleito um dos "100 maiores brasileiros de todos os tempos" em concurso realizado pelo SBT com a BBC.
Biografia
Proprietário de terras, de gado e de diversos imóveis, Cícero fazia parte da sociedade e política conservadora do sertão do Cariri. Sempre teve o médico Floro Bartolomeu como o seu braço direito, e integrava o sistema político cearense que ficou sob o controle da família Accioli durante mais de 2 décadas.
Nascido no interior do Ceará, era filho de Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana, conhecida como dona Quinô. Ainda aos 6 anos, começou a estudar com o professor Rufino de Alcântara Montezuma.
Um fato importante marcou a sua infância: o voto de castidade feito aos 12 anos, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales.
Em 1860, foi matriculado no colégio do renomado padre Inácio de Sousa Rolim, em Cajazeiras na Paraíba. Aí pouco demorou, pois a inesperada morte de seu pai, vítima de cólera em 1862, o obrigou a interromper os estudos e voltar para junto da mãe e das irmãs solteiras. A morte do pai, que era pequeno comerciante no Crato, trouxe sérias dificuldades financeiras à família de tal sorte que, mais tarde, em 1865, quando Cícero Romão Batista precisou ingressar no Seminário da Prainha, em Fortaleza, só o fez graças à ajuda de seu padrinho de crisma, o coronel Antônio Luís Alves Pequeno

Ordenação

Durante o período em que esteve no seminário, Cícero era considerado um aluno mediano e, apesar de anos depois arrebatar multidões com seus sermões, apresentou notas baixas nas disciplinas relacionadas à oratória e eloquência.
Cícero foi ordenado padre no dia 30 de novembro de 1870. Após sua ordenação retornou ao Crato e, enquanto o bispo não lhe dava paróquia para administrar, ficou a ensinar latim no Colégio Padre Ibiapina, fundado e dirigido pelo professor José Joaquim Teles Marrocos, seu primo e grande amigo.
Chegada a Tabuleiro Grande
No Natal de 1871, convidado pelo professor Simeão Correia de Macedo, o padre Cícero visitou pela primeira vez o povoado de Juazeiro (numa fazenda localizada na povoação de Juazeiro, então pertencente à cidade do Crato), e ali celebrou a tradicional missa do galo.
O padre visitante, então aos 28 anos, estatura baixa, pele branca, cabelos louros, penetrantes olhos azuis e voz modulada, impressionou os habitantes do lugar. E a recíproca foi verdadeira. Por isso, decorridos alguns meses, exatamente no dia 11 de abril de 1872, lá estava de volta, com bagagem e família, para fixar residência definitiva no Juazeiro.
Muitos livros afirmam que Padre Cícero resolveu fixar morada em Juazeiro devido a um sonho (ou visão) que teve, segundo o qual, certa vez, ao anoitecer de um dia exaustivo, após ter passado horas a fio a confessar as pessoas do arraial, ele procurou descansar no quarto contíguo à sala de aulas da escolinha, onde improvisaram seu alojamento, quando caiu no sono e a visão que mudaria seu destino se revelou. Ele viu, conforme relatou aos amigos íntimos, Jesus Cristo e os doze apóstolos sentados à mesa, numa disposição que lembra a última Ceia, de Leonardo da Vinci. De repente, adentra ao local uma multidão de pessoas carregando seus parcos pertences em pequenas trouxas, a exemplo dos retirantes nordestinos. Cristo, virando-se para os famintos, falou da sua decepção com a humanidade, mas disse estar disposto ainda a fazer um último sacrifício para salvar o mundo. Porém, se os homens não se arrependessem depressa, Ele acabaria com tudo de uma vez. Naquele momento, Ele apontou para os pobres e, voltando-se inesperadamente ordenou: - E você, Padre Cícero, tome conta deles!
Apostolado
Uma vez instalado, formado por um pequeno aglomerado de casas de taipa e uma capelinha erigida pelo primeiro capelão-padre Pedro Ribeiro de Carvalho, em honra a Nossa Senhora das Dores, padroeira do lugar, ele tratou inicialmente de melhorar o aspecto da capelinha, adquirindo várias imagens com as esmolas dadas pelos fiéis.
Depois, tocado pelo ardente desejo de conquistar o povo que lhe fora confiado por Deus, desenvolveu intenso trabalho pastoral com pregação, conselhos e visitas domiciliares, como nunca se tinha visto na região. Dessa maneira, rapidamente ganhou a simpatia dos habitantes, passando a exercer grande liderança na comunidade.
Paralelamente, agindo com muita austeridade, cuidou de moralizar os costumes da população, acabando pessoalmente com os excessos de bebedeira e com a prostituição.
Restaurada a harmonia, o povoado experimentou, então, os passos de crescimento, atraindo gente da vizinhança curiosa por conhecer o novo capelão.
Para auxiliá-lo no trabalho pastoral, o padre Cícero resolveu, a exemplo do que fizera Padre Ibiapina, famoso missionário nordestino falecido em 1883, recrutar mulheres solteiras e viúvas para a organização de uma irmandade leiga, formada por beatas, sob sua inteira autoridade.
Atuou sempre com zelo na recepção dos imigrantes, dentre eles pode-se destacar José Lourenço Gomes da Silva, líder do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto.
Suposto Milagre
No ano de 1889, durante uma missa celebrada pelo padre Cícero, a hóstia ministrada pelo sacerdote à religiosa Maria de Araújo se transformou em sangue na boca da religiosa. Segundo relatos, tal fenômeno se repetiu diversas vezes durante cerca de dois anos. Rapidamente espalhou-se a notícia de que acontecera um milagre em Juazeiro.
A pedido de padre Cícero a diocese formou uma comissão de padres e profissionais da área da saúde para investigar o suposto milagre. A comissão tinha como presidente o padre Clycério da Costa e como secretário o padre Francisco Ferreira Antero, contava, ainda, com a participação dos médicos Marcos Rodrigues Madeira e Ildefonso Correia Lima, além do farmacêutico Joaquim Secundo Chaves. Em 13 de outubro de 1891, a comissão encerrou as pesquisas e chegou à conclusão de que não havia explicação natural para os fatos ocorridos, sendo portanto um milagre.
Insatisfeito com o parecer da comissão, o bispo Dom Joaquim José Vieira nomeou uma nova comissão para investigar o caso, tendo como presidente o padre Alexandrino de Alencar e como secretário o padre Manoel Cândido. A segunda comissão concluiu que não houve milagre, mas sim um embuste.
Dom Joaquim se posicionou favorável ao segundo parecer e, com base nele, suspendeu as ordens sacerdotais de padre Cícero e determinou que Maria de Araújo, que viria a morrer em 1914, fosse enclausurada.
Em 1898, padre Cícero foi a Roma, onde se reuniu com o Papa Leão XIII e com membros da Congregação do Santo Ofício, conseguindo sua absolvição. No entanto, ao retornar a Juazeiro, a decisão do Vaticano foi revista e padre Cícero teria sido excomungado, porém, estudos realizados décadas depois pelo bispo Dom Fernando Panico sugerem que a excomunhão não chegou a ser aplicada de fato. Atualmente, Dom Fernando conduz o processo de reabilitação do padre Cícero junto ao Vaticano.
Em 1977, foi canonizado pela Igreja Católica Apostólica Brasileira (diferente da Igreja Católica Apostólica Romana).
Política
Era filiado ao extinto Partido Republicano Conservador (PRC). Foi o primeiro prefeito de Juazeiro do Norte, em 1911, quando o povoado foi elevado a cidade. Em 1926 foi eleito deputado federal, porém não chegou a assumir o cargo.
Em 4 de outubro de 1911, o padre Cícero e outros 16 líderes políticos da região se reuniram em Juazeiro e firmaram um acordo de cooperação mútua bem como o compromisso de apoiar o governador Antônio Pinto Nogueira Accioli. O encontro recebeu a alcunha de Pacto dos Coronéis, sendo apontado como uma importante passagem na história do coronelismo brasileiro.
Em 1913, foi destituído do cargo pelo governador Marcos Franco Rabelo, voltando ao poder em 1914, quando Franco Rabelo foi deposto no evento que ficou conhecido como Sedição de Juazeiro. Foi eleito, ainda, vice-governador do Ceará.
Ao fim dos anos 20, o padre Cícero começou a perder a sua força política, que praticamente acabou depois da Revolução de 1930. Seu prestígio como santo milagreiro, porém, aumentaria cada vez mais.
Ligação com o Cangaço
Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, era devoto de padre Cícero e respeitava as suas crenças e conselhos. Os dois se encontraram uma única vez, em Juazeiro do Norte, em 1926. Naquele ano, a Coluna Prestes, liderada por Luís Carlos Prestes, percorria o interior do Brasil desafiando o Governo Federal. Para combatê-la foram criados os chamados Batalhões Patrióticos, comandados por líderes regionais que muitas vezes arregimentavam cangaceiros.
Existem duas versões para o encontro. Na primeira, difundida por Billy Jaynes Chandler, o sacerdote teria convocado Lampião para se juntar ao Batalhão Patriótico de Juazeiro, recebendo em troca, anistia de seus crimes e a patente de Capitão[8]. Na outra versão, defendida por Lira Neto e Anildomá Willians, o convite teria sido feito por Floro Bartolomeu sem que padre Cícero soubesse.
O certo é que ao chegarem em Juazeiro, Lampião e os 49 cangaceiros que o acompanhavam, ouviram padre Cícero aconselhá-los a abandonar o cangaço. Como Lampião exigia receber a patente que lhe fora prometida, Pedro de Albuquerque Uchoa, único funcionário público federal no município, escreveu em uma folha de papel que Lampião seria, a partir daquele momento, Capitão e receberia anistia por seus crimes. O bando deixou Juazeiro sem enfrentar a Coluna Prestes.
Falecimento
O padre Cícero faleceu em Juazeiro do Norte em 20 de julho de 1934, aos 90 anos. Encontra-se sepultado na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na mesma cidade do Ceará.

Fonte: www.wikipedia.org








terça-feira, 15 de janeiro de 2013

RUMO AO 13 INTERECLESIAL DAS CEB's - BIOGRAFIA DA BEATA MARIA DE ARAÚJO


Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo, mais conhecida como Beata Maria de Araújo, (Juazeiro do Norte, 23 de maio de 1863 — 17 de janeiro de 1914) foi uma religiosa brasileira, declarada beata pela devoção popular, mas não pela Igreja Católica.
Era filha de Antônio da Silva Araújo e Ana Josefa do Sacramento.
Desde pequena já levava uma vida árdua, tendo os seus pais falecidos logo cedo. Trabalhava com artesanato, fiando algodão e fazendo bonecas de pano para a venda. Padre Cícero mandava-a ensinar artesanato para outras crianças. Também trabalhou numa olaria com fazendo a contagem dos tijolos.
Em 1885, aos seus 22 anos, passou a usar os hábitos de freira. Passou a ser considerada "beata" pelo povo após um retiro espiritual administrado pelo padre Cícero e pelo padre Vicente Sóter de Alencar. Por ser órfã, passou a residir na casa de padre Cícero, que tinha uma dedicação especial por ela.
O fato mais importante de sua vida foi o milagre da hóstia acontecido em 1 de março de 1889. Ao receber a hóstia, em uma comunhão oficiada por Padre Cícero, na capela de Nossa Senhora das Dores, a "beata" não pôde degluti-la, pois a hóstia transformara-se em sangue. O fato repetiu-se, e o povo achou que se tratava do sangue de Jesus Cristo e, portanto, era um milagre.
O povoado de Juazeiro do Norte passou a ser alvo de peregrinação, pois a multidão queria ver a beata e tratava os panos manchados de sangue como objetos divinos. O jornalista José Marrocos divulgou o fato ocorrido e se tornou um ardoroso defensor do milagre.
A notícia rapidamente chegou aos ouvidos do bispo D. Joaquim José Vieira que chamou o Padre Cícero a Fortaleza para esclarecer o acontecido. O bispo ficou intrigado com o relato ouvido, mas, pressionado por alguns segmentos da Igreja Católica que não aceitaram o relato, enviou dois sacerdotes de sua confiança, os padres Clicério da Costa Lobo e Francisco Pereira Antero, para investigar os acontecimentos. Depois de algumas experiências e de ouvirem relatos de testemunhas, deram o caso como divino.
O bispo não gostou do resultado e convocou uma nova comissão constituída pelos padres Antônio Alexandrino de Alencar e Manuel Cândido, a qual concluiu não haver milagre. O relatório do inquérito foi enviado à Santa Sé, em Roma, e esta confirmou a decisão tomada pelo bispo.
Maria de Araújo passou os últimos anos de sua vida enclausurada até falecer em 1914. O local onde estão seus restos mortais é desconhecido.


Fonte:   wikipedia.org

domingo, 13 de janeiro de 2013

RUMO AO 13º INTERECLESIAL DAS CEB's - BIOGRAFIA DO BEATO JOSÉ LOURENÇO


O Ceará, distante do litoral, embora possua mananciais de água potável e possua uma flora invejável, também sofreu com períodos longos de chuvas escassas, que levou o povo a situações de verdadeira calamidade. No século XX , a falta de apoio por parte dos políticos é notória e a seca no nordeste, mantém cativa uma boa parte da população, que tem como opções de sobrevivência o misticismo religioso, o trabalho escravo nos latifúndios dos coronéis ou o cangaço, que tem como líderes, o lendário Virgulino Ferreira da Silva (O Lampião) e Antônio Vicente Mendes Maciel ( Antônio Conselheiro).
A fé do Nordestino, que manifesta-se em épocas de romaria, teve início em meados do século XX com o surgimento de diversas crenças religiosas cristãs e pagãs. Líderes religiosos e profetas populares enxergavam a miséria como castigo divino e sinal dos fins dos tempos. Encorajavam o povo a fazer penitências para obter a salvação de suas almas e assim terem acesso ao paraíso.
Nesse período de sofrimento entra em cena José Lourenço Gomes da Silva, que vem desempenhar um papel importante na história do Ceará.
Natural da Paraíba, ainda jovem deixou seu lar para trabalhar em fazendas de gado próximas a sua cidade. A fama do Padre Cícero e seus feitos propaga-se pelo Nordeste e chega aos ouvidos dos seus pais que
mudaram para Juazeiro do Norte, no Ceará. José Lourenço retornou a casa paterna, agora sediada em Juazeiro do Norte, no ano de 1890. Conquistou a amizade do famoso padre e se integrou às seitas de penitentes, (Os praticantes rezavam em cemitérios pelas almas do purgatório e praticavam a auto-flagelação para a purificação dos pecados).
Adaptando-se a vida na localidade, José Lourenço Arrendou o sitio Baixa Dantas e ali formou uma comunidade de 1894 a 1926, onde desenvolveu a sua primeira experiência de trabalho igualitário, onde tudo era de todos. A comunidade crescia a cada dia que muitas famílias eram envidas pelo Pe. Cícero para lá, por não terem trabalho e nem onde morar.
Em 1921, Pe. Cícero fez a doação de um boi para melhorar a raça do gado local e assim surgiu um boato de que o boi estava sendo adorado pela comunidade do sítio. Floro Bartholomeu, chefe militar de Juazeiro, num ato denominado por ele de “Combate ao Fanatismo” prendeu o Beato José Lourenço por mais de 18 dias, matou o boi, vendeu as terras e expulsou os camponeses sem nenhuma indenização.
Padre Cícero compadeceu-se e os enviou para a fazenda de sua propriedade, Caldeirão dos Jesuítas, um terreno árido de 500 hectares, limitado ao norte pela caatinga e ao sul pela Floresta do Araripe. Os camponeses não desanimaram e trabalharam arduamente até transformar o lugar em terras férteis e produtivas . O caldeirão foi povoado por famílias de todo o Nordeste, em sua grande maioria provenientes do Rio Grande do Norte. Mais de 2 mil pessoas viviam harmoniosamente em regime de mutirão, e o que se plantava ou fabricava na comunidade era dividido de acordo com a necessidade de cada família. O que não produziam era comprado nas cidades vizinhas. Assim os camponeses viveram em liberdade, longe da tirania e da escravidão dos coronéis.
A comunidade era pacífica e vivia da lavoura e de orações, porém, José Lourenço, seu líder, continuava sendo considerado uma ameaça pelas elites do Ceará, que viam no beato um líder comunista.
Com a morte do Pe. Cícero, aproveitaram-se do fato das terras pertencerem aos padres salesianos pelo testamento religioso desde 1923, e a ordem dos padres salesianos passou a cobrar tributos pelo usufruto da terra. Em 1936, o Bacharel Raymundo Norões Milfont, representante político dos padres, solicitou reintegração de posse do terreno.
Ainda em 1936, autoridades ouviram relatos do Capitão da polícia militar José Bezerra, que havia espionado a comunidade em busca de armas e apesar de não as ter encontrado, falou que temia que houvesse uma grande revolução socialista, pelo interior, caso a comunidade caísseem mãos Marxistas; pois havia muita gente no arraial. E assim no dia 11 de setembro 1936, os policiais militares entraram marchando na comunidade e apesar de não haverem encontrado o Beato José Lourenço que fugira para a Serra do Araripe, queimaram mais de 40 casa de taipa, expulsaram os moradores e prenderam homens de confiança do Beato.
Retornaram 14 dias depois e encontraram pessoas da comunidade dispersas no pé da Serra da Conceição e na Serra do Araripe, sob constante maus tratos das autoridades.
No início de 1937, correram boatos de que grupos de pessoas chefiados por Severino Tavares, atacariam o Crato. Então 11 Soldados liderados pelo capitão Bezerra, foram checar as informações, entraram em conflito com os camponeses e morreram. Dentre eles: O capitão, três praças e cinco camponeses, inclusive o Severino.
O acontecimento gerou revolta por parte do governo. O Ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra, para vingar a morte do capitão, colocou a disposição do governo cearense aviões sob a responsabilidade do Capitão José Macedo para reconhecimento da zona e localização dos camponeses e com ordens para matar qualquer pessoa vestida de preto que portasse um rosário. Em 11 de Maio de 1937, cerca de 700 lavradores foram massacrados pelos aviões, e 200 patrulheiros vasculharam a Chapada do Araripe. Mesmo depois do massacre os policiais continuaram a busca e o extermínio.
Em 1938, José Lourenço retornou ao Caldeirão e lá permaneceu por mais dois anos, até ser expulso novamente pelo procurador dos salesianos. Montou outra comunidade no Sítio União, no Exu, comprado com os 7 contos de réis recebidos em indenização por parte dos bens do caldeirão. O beato veio a falecer em 12 de fevereiro de 1946 no Sítio União, vítima de peste bubônica. O corpo foi levado pelos fiéis à Juazeiro do Norte. Pediram que o monsenhor Joviniano Barreto rezasse uma missa de corpo presente. O monselhor não permitiu que entrassem com o corpo na capela e se negou a atender ao pedido dos fiéis, alegando que não celebrava missa para bandido. O velório foi feito na casa de Eleutério Tavares e debaixo de chuva os amigos do beato fizeram o sepultamento do corpo no Cemitério do Socorro.

Texto: Evandro Rodrigues de Deus
www.acessogeral.blogspot.com.br

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

FALTAM 365 DIAS PARA O 13º INTERECLESIAL DAS CEB's


Doze foram os Intereclesiais até agora realizados. Estamos esperançosos e, em contagem regressiva para o 13º Intereclesial das CEB's que acontecerá  nos dias 07 a 11 de janeiro de 2014 na Cidade e Diocese do Crato-CE. As CEB's do Regional Nordeste 3 (BA/SE) da CNBB estará presente mais uma vez. O ano de 2013 será de grande preparação para vivenciar a Caminhada e Romaria das Comunidades que é o Intereclesial nas terras do Padre Cícero Romão Batista, da Beata Maria de Araújo e Beato José Lourenço Gomes da Silva.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Jesus, mestre de relações, segundo Arturo Paoli aos 100 anos


O que significa ser cristão? Cuidar das nossas relações humanas.
Aproximam-se os 100 anos de Arturo Paoli, di Lucca, Itália, uma bela figura de fé do catolicismo italiano. Enquanto isso, ele continua apresentando as suas reflexões na revista Ore Undici, de outubro de 2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Se alguém ler atentamente o Evangelho e se perguntar "Jesus é um homem de oração?", a resposta é sim e não. Os discípulos que o seguem e que provavelmente esperavam que ele lhes ensinasse a rezar, em certo ponto se sentem um pouco desiludidos e lhe dizem: João ensina a rezar – aqueles que se declaram profetas, mestres, enviados por Deus acima de tudo ensinam a rezar –, tu o que fazes?
Jesus, então, ensina uma oração breve e essencial que é o Pai Nosso. Não parece que, todas as vezes em que os apóstolos se reúnem, a primeira coisa que fazem era rezar: quem espiava de noite aonde ele ia – porque, durante a noite, enquanto os apóstolos dormiam, ele se levantava –: quem o espiava o viu estirado no chão e recolhia lágrimas e gritos dirigidos a quem podia nos salvar da morte. Ele não chorava e não gritava pela sua morte pessoal, mas sim por ver este mundo que tem aparências de morte mais do que de vida: se sentia dilacerado e gritava pela humanidade. 
Aos apóstolos, ele ensinava como se comportar com as pessoas, como se comportar entre si, o centro da sua ação é o reino de Deus: buscai primeiro o reino de Deus. O que é esse reino? A relação humana. Nas paróquias, em vez de se encontrar unicamente para rezar, seria bom se desse a primazia às relações: como nos comportamos entre nós? Como nos dedicamos àqueles pobres nossos vizinhos que vivem no mesmo bairro e estão desempregados, não sabem como seguir em frente, não têm recursos de nenhum tipo? 
Nós deveríamos começar a partir deles, porque Jesus começou a partir deles, não dos sãos, mas sim dos doentes, que não são somente aqueles atingidos por uma verdadeira doença; são todos aqueles que vivem mal, que não sabem como viver, que não têm a força para viver. A Jesus não interessa ensinar a rezar, ele não é um guru; ele veio para sistematizar as relações humanas, para nos ensinar a viver com os outros. 
O ideal está encerrado na palavra "amigos": é preciso se tornar amigos, e aos apóstolos que se perguntam quem é o superior, ele diz: "Sejam amigos entre vocês"; e os controla quando se dá conta de que há um pouco de mar agitado, que não há cordialidade perfeita. Ele se detém e diz: "Lembrem-se de que vocês são irmãos entre vocês e devem se amar"; e para imprimir neles a importância disso, na última noite da sua vida, ele lavou os pés de cada discípulo. "Vocês nunca devem se colocar em posição superior, pensar 'sou melhor do que tu, vou te tirar da tua ignorância ou pobreza'. Vocês devem se colocar no último lugar, porque, se vocês não tiverem essa intenção, erram tudo, pioram as suas relações". 
O que significa ser cristão? Cuidar das nossas relações humanas. Não ter relações nem de comando, nem de negligência, mas sim realizar a amizade: fazer com que todos pensem: "Que bom amigo! Como saúda a todos! Como nos fala! E como como se preocupa com uma situação triste: como você está? O que podemos fazer? Como podemos nos unir e enfrentar essa dificuldade?". Essa é a oração, a mais bela oração: fazer com que venha o teu reino – o reino de paz e de justiça, de boas relações.
Se formos a Medjugorje para aprender a rezar com métodos novos, na realidade, significa que nunca conseguimos rezar. Não entendemos o que é a oração, buscamos onde nos ensinem fórmulas, mas não aprendemos a rezar. Para Jesus, a oração é como ter encontrado o lugar certo entre os outros, é a caridade para com os outros, a atenção com aqueles que sofrem.

Feliz 2013!!!!!!!


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

REX HUMANITATIS VERSUS REX POTESTATIS


  Ao lerem este texto, vocês irão perceber o real significado do título - Rex Humanitatis versus Rex Potestatis (O rei da Humanidade contra O rei do Poder). Isso porque estamos às vésperas de um momento bem festivo, onde reunimos a família para a ceia, trocamos os presentes e, saudamos uns aos outros com aquela velha e famosa frase “Feliz Natal e Próspero Ano Novo!”. Incrível como fazemos todos os anos. É claro que, sempre há alguém na família lembrando daquela pobre criança que trouxe alegria para “muitos” e contradição para poucos.
O nascimento desta Criança vem caracterizar a vinda de um momento novo, de um jovem reino como podemos dizer. Esse rei (Rex Humanitatis) incomoda, não pelo seu chorar, mas por trazer uma novidade, incomoda pelo fato de crescer, de dinamizar a convivência. O interessante de tudo isso é que a Paz que traz não é armamentista e, sim, questionadora, diferentista, tolerante, e dignificatória para todos.
Diante dessa nova realidade, o velho sempre teme em perder o espaço, a fama e, o poder, aliás, o poder lhe serviu tanto para libertar como para oprimir, mas em se tratando do Rex Potestatis, o seu objetivo é: ser tirânico a tal ponto de eliminar os seus opositores. Ao se deparar com a grande novidade, resolveu se livrar de forma despótica mandando matar todas aquelas pobres e inocentes crianças, pensando ter se livrado daquele Menino. Para a sua infelicidade, o novo sobreviveu e, ele (Rex Potestatis) chegou ao fim.
Hoje em dia, vemos a faceta de poder de várias formas: deus-consumo (“Me digas o que compras que te direi quem tu és?”); deus-política (“Eu amo a Bahia e a Bahia me ama!”), deus-egoísta (“Eu posso!” “Tudo é meu!”); deus-corrupção (fraudes, desvio de verbas, mensalinho, mensalão e propina); deus-mentira (“Não sei de nada” “Não fui eu” “Fui enganado”); deus-violência e todos os tipos de deuses que possamos imaginar.
       Mas, e o Deus da História (Humanidade)? Quem é? Se quiserem realmente saber, procurem a partir da sua casa, vizinhança, bairro e principalmente na periferia da cidade, onde vamos encontrar no rosto de cada sem-teto, sem-emprego, sem-amor, sem-educação, nos pais e mães de família, órfãs, viúvas, estrangeiros e dependentes químicos resquícios deste Deus que se encarnou na história da humanidade para dar sinais de esperança, persistência em vencer as dificuldades do dia-a-dia, dignidade, fraternidade, liberdade e solidariedade.
        Rex Humanitatis está presente em nossas vidas, mora em nossos corações, faz alegria de muitos–poucos que acreditaram e acreditam no seu bom propósito, de reunir todos nas suas diferenças (bons e maus) em um único banquete - o da vida, sendo comunhão e participação no tempo e espaço, rumo a um mundo cada vez mais atento às necessidades atuais, mesmo diante das nossas imperfeições que podem ser chamadas de as oficinas da dinâmica. Feliz Natal e Próspero 2013 repleto de realizações!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

CEB's e os desafios do mundo conteporâneo


Lançamento:

O livro do Seminário que realizamos em 2011 com assessores/as de CEB's acaba de sair. Uma parceria do Iser Assessoria e Paulus.
O que significa que teremos uma quantidade de livros aqui, com bom preço, para oferecer.

Contato: iserassessoria@iserassessoria.org.br

Dom Pedro Casaldáliga abandona sua casa após ameaças de morte


Religioso é conhecido por defender os direitos dos índios

Casaldáliga: espanhol vive em Mato Grosso desde a década de 1960
O bispo Pedro Casaldàliga, de 84 anos, se viu obrigado a deixar sua casa em São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, após receber ameaças de morte por seu trabalho em defesa dos índios Xavante e de comunidades pobres. Francesc Escribano, biógrafo do bispo e diretor da productora Minoria Absoluta, que prepara uma minissérie de TV sobre Casaldàliga, explicou que o religioso deixou sua casa a pedido da Polícia Federal. As autoridades o levaram a um local desconhecido, onde conta com proteção policial, diante das ameaças de morte recebidas nos últimos dias por parte de colonos que ocupam ilegalmente as terras dos Xavantes. A Justiça está perto de decidir a favor dos índios na disputa por terra, o que vem aumentando a violência por parte dos ocupantes ilegais. O Conselho Indigenista Missionário emitiu um comunicado em solidariedade com o bispo, no qual, junto com outras organizações locais, defende o compromisso do religioso com "a defesa dos interesses dos mais pobres e dos povos indígenas". Nascido de uma família de camponeses em Balsareny, perto da Barcelona, em 16 de fevereiro de 1928, Casaldàliga foi ordenado sacerdote em 1952. Em 1968 já morava no Mato Grosso e três anos depois foi consagrado bispo de São Félix do Araguaia, município de 150 mil km² e uma das maiores reservas indígenas do país. Nunca voltou À Espanha, nem mesmo para o enterro de sua mãe. Tampouco cumpriu a visita obrigatória que os bispos devem fazer a Roma a cada cinco anos para prestar contas ao Papa. "Sou um pobre e os pobres não viajam", se justificava sempre. Ligado à teologia da libertação, sofreu ameaças de morte e perseguições durante o regime militar e de latifundiários da diocese, que chegaram a matar um vigário confundido com ele. Paulo VI, que o fez bispo em meio ao impulso reformador do Concílio Vaticano II, se viu obrigado a levantar a voz em
Roma para deixar claro que Pedro Casaldàliga era um dos seus. “Quem atingir Pere, atingi Paulo", disse, em frase memorável. A ofensiva posterior de João Paulo II contra os teólogos da libertação, entre os quais o prelado catalão sempre foi uma referência, acabou mudando o panorama: Casaldàliga foi por décadas um estorvo para Roma, que o aposentou em 2005.

Entidades divulgam nota de solidariedade a Dom Pedro Casaldáliga

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e mais 13 entidades e organizações da sociedade civil divulgaram uma nota de solidariedade ao bispo prelado emérito de São Félix do Araguaia (MT), Dom Pedro Casaldáliga. A nota se refere à desocupação das terras indígenas Marãiwatsèdè Xavante, após mais de 20 anos de invasão por fazendeiros, posseiros e pequenos produtores. Segundo a nota, as entidades querem externar sua mais irrestrita solidariedade a dom Pedro. “Desde o momento em que pisou este chão do Araguaia e mais precisamente, desde a hora em que foi sagrado bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, sua ação sempre se pautou na defesa dos interesses dos mais pobres, os povos indígenas, os posseiros e os peões”. O bispo de São Félix, Dom Adriano Ciocca disse em nota que este é um momento de muita apreensão e tensão na Prelazia por conta da retirada dos ocupantes não-indígenas das terras de Marãiwatsèdè. Segundo ele, há muito sofrimento, sobretudo dos mais pobres, por causa desta retirada determinada pela justiça “Queremos lembrar que nós, bispos e agentes de pastoral, desde o início desta ocupação alertamos e sempre continuamos alertando para a possibilidade do atual desfecho por se tratar de terras cujo direito é garantido ao povo Xavante pela Constituição Federal de nosso país”, disse. Leia abaixo a nota das entidades:
Nota de solidariedade a Dom Pedro Casaldáliga
Ao se aproximar a desintrusão da Terra Indígena Marãiwatsèdè, após mais de 20 anos de invasão, quando os não indígenas estão para ser retirados desta área, multiplicam-se as manifestações de fazendeiros, políticos e dos próprios meios de comunicação contra a ação da justiça. Neste momento de desespero, uma das pessoas mais visadas pelos invasores e pelos que os defendem é Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia, a quem estão querendo, irresponsável e inescrupulosamente, imputar a responsabilidade pela demarcação da área Xavante nas terras do Posto da Mata. As entidades que assinam esta nota querem externar sua mais irrestrita solidariedade a Dom Pedro. Desde o momento em que pisou este chão do Araguaia e mais precisamente, desde a hora em que foi sagrado bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, sua ação sempre se pautou na defesa dos interesses dos mais pobres, os povos indígenas, os posseiros e os peões. Todos sabem que Dom Pedro e a Prelazia sempre deram apoio a todas as ocupações de terra pelos posseiros e sem terra e como estas ocupações foram o suporte que possibilitou a criação da maior parte dos municípios da região. Em relação à terra indígena Marãiwatsèdè, dos Xavante, os primeiros moradores da região nas décadas de 1930, 40 e 50 são testemunhas da presença dos indígenas na região e como eles perambulavam por toda ela. Foi com a chegada das empresas agropecuárias, na década de 1960, com apoio do governo militar, que a Suiá Missu se
estabeleceu nas proximidades de uma das aldeias e até mesmo conseguiu o apoio do Serviço de Proteção ao Índio para se ver livre da presença dos indígenas. A imprensa nacional noticiou a retirada de 289 xavante da região os quais foram transportados em aviões da FAB, em 1966, para a aldeia de São Marcos, no município de Barra do Garças. Em 1992, a AGIP, empresa italiana que tinha comprado a Suiá Missu das mãos da família Ometto, quis se desfazer destas terras. Por ocasião da ECO-92, sob pressão inclusive internacional, a empresa destinou 165.000 hectares para os Xavante que, durante todo este tempo, sonhavam em voltar à terra de onde tinham sido arrancados. Imediatamente fazendeiros e políticos da região fizeram uma grande campanha para ocupar a área que fora reservada aos Xavante, precisamente para impedir que os mesmos retornassem. Já no dia 20 de junho de 1992, algumas áreas tinham sido ocupadas e foi feita uma reunião no Posto da Mata, da qual participaram políticos de São Félix do Araguaia e de Alto Boa Vista e também havia repórteres. A reunião foi toda gravada. As falas deixam mais do que claro que a invasão da área era exatamente para impedir a volta dos Xavante. “Se a população achou por bem tomar conta dessa terra em vez de dá-la para os índios, nós temos que dar esse respaldo para o povo” (José Antônio de Almeida – Bau, prefeito de São Félix do Araguaia). “A finalidade dessa reunião é tentarmos organizar mais os posseiros que estão dentro da área... Se for colocar índio no seu habitat natural, tem que mandar índio lá para Jacareacanga, ou Amazonas, ou Pará...” (Osmar Kalil – Mazim, candidato a prefeito do Alto Boa Vista). “Nós ajudamos até todos os posseiros daqui serem localizados... Chegou a um ponto, ou nós ou eles (os Xavante) porque nós temos o direito... Dizer que aqui tem muito índio? Aqueles que estão preocupados com os índios que tem que assentar. Tem um monte de país que não tem índio. Pode levar a metade... Na Itália tem índio? Não, não tem! Leva! Leva pra lá! Carrega pra lá! Agora, não vem jogar em nós, não... ( Filemon Costa Limoeiro, à época funcionário do Fórum de São Félix do Araguaia) A área reservada aos Xavante foi toda ocupada por fazendeiros, políticos e comerciantes. Muitos pequenos foram incentivados e apoiados a ocupar algumas pequenas áreas para dar cobertura aos grandes. O governo da República, porém estava agindo e logo, em 1993, declarou a área como Terra Indígena que foi demarcada e, em 1998 homologada pelo presidente FHC. Só agora é que a justiça está reconhecendo de maneira definitiva o direito maior dos índios. O que D. Pedro sempre pediu, em relação a esta terra, foi que os pequenos que entraram enganados, fossem assentados em outras terras da Reformas Agrária. Mas o que se vê é que, ontem como hoje, os pequenos continuam sendo massa de manobra nas mãos dos grandes e dos políticos na tentativa de não se garantir aos povos indígenas um direito que lhes é reconhecido pela Constituição Brasileira. Mais uma vez, queremos manifestar nossa solidariedade a Dom Pedro e denunciar mais esta mentira de parte daqueles que tentam eximir-se da sua responsabilidade sobre a situação de sofrimento, tensão e ameaça de violência que eles mesmos criaram, jogando esta responsabilidade sobre os ombros de nosso bispo emérito. 

5 de dezembro de 2012

Conselho Indigenista Missionário – CIMI - Brasilia Comissão Pastoral da Terra – CPT - Goiânia Escritório de Direitos Humanos da Prelazia de São Félix do Araguaia – São Félix do Araguaia Associação de Educação e Assistência Social Nossa Senhora da Assunção – ANSA – São Félix do Araguaia Instituto Humana Raça Fêmina – Inhurafe – São Félix do Araguaia Associação Terra Viva – Porto Alegre do Norte Associação Alvorada – Vila Rica Associação de Artesanato Arte Nossa – São Félix do Araguaia Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais e Educação - GPMSE - Cuiabá Associação Brasileira de Homeopatia Popular – ABHP - Cuiabá Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso - FDHT - Cuiabá Centro Burnier Fé e Justiça – CBFJ - Cuiabá Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – FORMAD - Cuiabá Instituto Caracol – ICARACOL - Cuiabá Rede de Educação Ambiental de Mato Grosso – REMTEA - Cuiabá

domingo, 2 de dezembro de 2012

22ª ASSEMBELIA DIOCESANA DAS CEB's

Aconteceu nos dias 01 e 02 de dezembro do ano em curso, mas precisamente na Comunidade Santa Tereza - Paróquia de Nossa Senhora das Graças - Jequié/BA a 22ª Assembleia Diocesana das CEB's, com o tema da Campanha da Fraternidade 2013: Fraternidade e Juventude. E o lema: "Eis-me aqui, envia-me" (Is 6,8). sem perder o foco do Ano da Fé - "Porta Fidei".
A assessoria ficou por conta da Ir. Paloma Bernardo das Irmãs de Santa Catarina Virgem e Mártir.
Estiveram presentes as Comunidades de Base (tanto de Jequié, quanto de Jaguaquara, e Maracás), Irmãs Religiosas (Ir. Escolástica, Ir. Leonília e Ir. Rosa Maria), alguns padres(Pe. Alberto Sampaio, Pe. Othon Carlos, Pe. Paulo Silva, Pe. Roberto Oliveira e Pe. Sidney) e os nossos Jovens - os Protagonistas da Evangelização, num momento de inúmeras mudanças na sociedade atual.
A visita pastoral do nosso bispo Dom Frei José Ruy Gonçalves Lopes OFMCap a  nossa Assembleia reforçou ainda mais a caminhada de nossas comunidades. No exato momento de sua acolhida pela CEB's, o bispo nos falava que o seu carinho pelas CEB's surgiu no início de sua Vida Ministerial no bairro de Valéria em Salvador-BA, onde vivenciou a solidariedade para com os mais necessitados e vivendo a compaixão para com os sofredores. Deixou expresso os sinais de Alegria e Esperança, afirmando que "as comunidades são o lugar da fraternidade, da partilha e da solidariedade; de pessoas simples e com muitos dons que ainda sonham com um mundo melhor".


Calendário de 2013 das CEB's

FEVEREIRO
Data
Compromisso
Local
23 e 24
Ampliada do Regional
Feira de Santana
ABRIL
Data
Compromisso
Local
20
Forró Beneficente

MAIO
Data
Compromisso
Local
19
Encontrão das CEB´s
KM 100
JUNHO
Data
Compromisso
Local
8 e 9
IV Romaria Ecológica
Jequié
AGOSTO
Data
Compromisso
Local
31/08 e 01/09
Ampliada do Regional
Salvador
NOVEMBRO
Data
Compromisso
Local
30/11 e 01/12
23ª Assembleia Diocesana das CEB´s
Nossa Senhora Aparecida


Além da 36ª Romaria da Terra e das Águas que acontecerá nos dias 05 a 07 de julho de 2013 em Bom Jesus da Lapa-BA.

Confiram as fotos no facebook de:
 Paulo Silva
Santo Antonio de Jesus-BA
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